A disseminação do HPV (papilomavírus humano) entre a população jovem preocupa. Estudo nacional realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, aponta a prevalência geral da doença de 54,6%, com destaque de 38,4% para o HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer. O público pesquisado reuniu 7.586 pessoas das capitais brasileiras, sendo 5.812 mulheres e 1.774 homens, entre 16 e 25 anos de idade.

O estudo, cujos dados divulgados ainda são preliminares, também revelou que 16,1% dos entrevistados têm alguma infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido realizado para HIV ou sífilis.

O HPV não escolhe gênero, atinge homens e mulheres, podendo provocar vários tipos de câncer. No público feminino, pode causar principalmente tumor no colo do útero. Há registrados cerca de 150 tipos diferentes da doença e sua manifestação é quase sempre assintomática. A estratégia para enfrentá-lo é a vacinação, que ocorre gratuitamente para jovens até 14 anos.
A principal forma de contrair o HPV é pela via sexual e, segundo estudos mundiais, cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas deverão ser infectadas por algum tipo de HPV durante a vida. No caso dos homens, esse número pode ser ainda maior.

Isso não significa, porém, que o HPV irá evoluir para um tumor maligno, pois na maioria dos casos a infecção é transitória, sendo combatida pelo próprio organismo. Portanto, não é preciso pânico, no caso de contrair o vírus. Mas é importantíssimo não descuidar da prevenção e visitar regularmente o ginecologista.